Material Utilizado
Quando se fala dos mais de cem anos de evolução que transformaram o jateamento numa ferramenta industrial de precisão, deve-se incluir o Brasil como país que acompanhou este processo no seu todo, de modo que a indústria nacional desenvolveu, com o passar dos anos, uma avançada tecnologia própria de equipamentos para jateamento, automáticos e programáveis.
Oxido de Alumínio
É um produto artificial denominado "Corindon", obtido em fornos elétricos a partir da bauxita. Tornou-se um importante grão abrasivo usado para jateamento. Sua dureza é tão elevada quanto a do carbureto de silício; sua cor predominante é a marrom, mas, dependendo das impurezas, pode variar de tons avermelhados até tons bem escuros. Para jateamento em geral se emprega o "grão comum". Ele pode ser oferecido submetido a um processo de ferro. As classificações usuais variam de 15 a 220 mesh - identificados pelo número da peneira básica com o tamanho dos grãos variando dentro de uma pequena faixa de acordo com padrões preestabelecidos. Algumas propriedades, como a alta dureza dos grãos, sua forma angular com arestas finas e cortantes, sua densidade próxima de 4 e a natureza química inerte, asseguram ao óxido de alumínio um lugar de destaque entre os materiais de jateamento, podendo ser considerado insubstituível em certas áreas.
Granalhas de Aço
São obtidas também artificialmente e têm uma aplicação relevante como material para jateamento. As principais características que lhes confere tal importância são:
elevada densidade (cerca do dobro da do óxido de alumínio e o triplo da densidade das esferas de vidro);
dureza superficial;
durabilidade, compensando seu maior custo;
boa qualidade e uniformidade de produtos fabricados no Brasil, sendo facilmente adquiridos no mercado.
Existem vários tipos de granalha, todas de ferro fundido ou de aço. As que se incluem no primeiro caso são de custo menor, mas menos consumidas porque se quebram mais facilmente. As esféricas (shot) são usadas para limpeza com alto impacto, desrebarbamento e "shot-peening". Um tipo também muito empregado é o angular (grit), obtido por fragmentação ou partindo de arames cortados em pedaços uniformes.

As granalhas de aço de boa qualidade sofrem tratamento térmico que lhes confere durezas variáveis entre 40 e 65 Rc ou mais, com aplicações específicas. Principalmente para o "shot-peening", a dureza é importante, por estar diretamente ligada à intensidade de impacto. A granalha angular pode limpar mais rapidamente que a esférica, mas está mais ligada à rugosidade, em profundidade e forma, para ancoragem de revestimentos como pintura, galvanização etc.

Os diversos processos de fabricação e tratamento térmico e o menor ou maior controle de sua qualidade fazem com que as granalhas de aço apresentem variações sensíveis de qualidade. Essas variações se refletem, diretamente, na uniformidade e na durabilidade, influindo na economia operacional. Dentro dos mesmos padrões de qualidade, a eficiência do processo pode ser otimizada selecionando-se corretamente a forma e a granulometria do material. A maioria dos fabricantes ou os seus distribuidores possuem Departamentos Técnicos para assessorar na seleção da granalha mais indicada